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Comment by Beatriz Vera Pozzi Redko on July 21, 2011 at 1:28pm

Crise econômica e o choque de gerações

O que ocorre é que os futuros adultos pagarão as contas das extravagâncias dos pais

21 de julho de 2011 | 0h 00

 
Thomas L. Friedman, The New York Times - O Estado de S.Paulo

Na realidade, eu deveria estar em Washington, observando o drama da dívida americana, mas optei por ficar na Grécia, para ver a sua versão "off-Broadway". Vários pontos referentes a esta tragédia global do endividamento podem ser analisados melhor daqui, embora em escala menor, a começar por seu enredo puro e simples, que ninguém descreveu melhor do que o acadêmico David Rothkopf, da Carnegie Endowment: "Quando a Guerra Fria acabou, achamos que haveria um choque de civilizações. Ocorre que, agora, está havendo um choque de gerações".

 

De fato, se temos a percepção de que as crises da Europa e dos Estados Unidos se assemelham é por causa da profunda sensação de que os "baby boomers têm-se comportado mal" - no sentido de que a geração que chegou à idade adulta nos últimos 50 anos, a minha geração, será lembrada em grande parte pela incrível generosidade e liberdade que recebeu dos pais e pelo incrível ônus da dívida e pelas dificuldades que deixa para seus filhos.

Não surpreende que os jovens gregos tenham reagido com tanta violência quando seu vice-primeiro-ministro, Theodoros Pangalos, referindo-se a todos os empréstimos e subsídios da União Europeia que alimentaram a orgia de gastos grega, depois de 1981, disse: "Todos nós nos fartamos" - querendo dizer, o povo e os políticos. Isto se aplica à geração grega nascida depois da 2.ª Guerra, hoje nos seus 50 e 60 anos.

Mas os que se tornam adultos hoje jamais chegarão a experimentar nem um bocado: eles receberão a conta. E estão muito conscientes disso.

Protestos. É o que se constata caminhando pela Praça Syntagma no centro de Atenas, onde os jovens agora se reúnem todas as noites para debater a crise e deixar registrado seu protesto contra o futuro que lhes está sendo imposto. As fachadas dos bancos ao redor da praça foram desfiguradas, e há duas bandeiras que se agitam no vento. Uma diz: "Funcionário do Ano do FMI" e tem a imagem do primeiro-ministro George Papandreou. A outra: "Funcionário do Ano da Goldman Sachs", com imagem do ex-ministro das Finanças George Papaconstantinou. (E estes são os bonzinhos, que procuram resolver o problema.)

Nas proximidades, há a imagem de uma criancinha, e diz: "Pai, de que lado você estava quando eles venderam nosso país?" E outras mais diretas: "Deixe a ira falar", "Guerra de classes, não guerra nacional", e, finalmente: "Vida, não apenas sobrevivência" - uma mensagem que é mais uma premonição sobre como será a próxima década para os jovens gregos.

Fiquei impressionado com a grande semelhança entre o que ouvi na Praça Tahrir, no Cairo, em fevereiro, e o que se ouve hoje na Praça Syntagma.

A palavra "justiça" é mais ouvida do que "liberdade". É que os cidadãos de ambos os países têm a profunda sensação de que foram roubados, a percepção de que, na última década, no Egito e na Grécia o capitalismo se revelou em sua pior deformação: fraudes, corrupção, favorecimento, que deixaram algumas pessoas fantasticamente ricas apenas por estar próximas do poder.

Por isso há urgência, não apenas de liberdade, mas de justiça. Ou, como diz Rothkopf: "Não apenas de responsabilidade, mas também de que as autoridades respondam pelos próprios atos".

"Ninguém faz piadas sobre a crise", comentou o romancista grego Christos Chomenidis. "Todo mundo está irritado. Parece que todos estão contra todos. Se a situação econômica se agravar cada vez mais, tenho medo do que poderá acontecer". Um dia desses, os taxistas gregos que estavam em greve tentaram abrir caminho à força até o gabinete do ministro da Infraestrutura - e ali descobriram que já estava tomado pelos próprios funcionários do ministério em greve.

Semelhança. Esta é mais uma das semelhanças entre a Grécia e os Estados Unidos: a impossibilidade de resolver as coisas básicas; o fato de os políticos da geração do "baby boom" não estarem talvez preparados para resolver problemas desta magnitude na era do Twitter. Há Eric Cantor em toda parte - políticos temerários nascidos depois da 2.ª Guerra para os quais nunca as crises são profundas a ponto de fazer com que eles abram mão da ambição política e da ideologia.

Mas a China está alerta: ela compra continuamente títulos espanhóis, portugueses e gregos para ajudar a estabilizar estes mercados de exportação chineses. "Vivemos em tempos muito delicados, e nós assumimos um papel positivo", disse em janeiro Yi Gang, vice-presidente do Banco Popular da China, ao jornal britânico The Guardian.

Este é o papel que cabia antes aos Estados Unidos, que agora não o podem mais exercer. Os que acham que, se esta crise econômica se prolongar, não acelerará também um deslocamento do poder global, nunca ouviram falar da regra de ouro: Quem tem ouro, dita as regras.

"Estamos acostumados a ver os americanos estabelecendo as regras para a Europa e liderando", disse Vassilis T. Karatzas, um gestor de fundos grego. "Mas o que acontecerá se ambos estivermos no mesmo barco?" O que acontece é que tanto os sonhos americanos quanto os europeus dependem de um futuro incerto. Ou todos nós adotamos modelos de crescimento mais sustentáveis para nossas nações - que exigirão cortes, impostos e investimentos no futuro - ou olharemos para um mundo no qual as democracias se voltarão contra si mesmas, lutando cada vez por bolos menores, enquanto a China terá cada vez mais autoridade para estabelecer o tamanho das fatias do bolo. / TRADUÇÃO ANNA CAPOVILLA

 

É COLUNISTA, ESCRITOR E GANHADOR DO PRÊMIO PULITZER


 
Comment by maria helena m. sarmento afonso on July 20, 2011 at 6:48am

 

A ideia do World Café é justamente essa de integração e troca de experiências. Por isso sua ajuda foi tão bem vinda e apreciada. Todos nós temos algo para contribuir embora hoje em dia estejamos todos tão sobrecarregados de responsabilidades e ocupações na nossa vida diária. Qualquer comentário será sempre apreciado e poderá ajudar a dirimir algumas dúvidas que possamos ter ou sugestões sobre novos modos de atuarmos na nossa vida empresarial.

Temos que manter o World Café especial!

Beijos

 

Maria Helena

Comment by Terezinha A. Kienast on July 20, 2011 at 6:12am

Maria Helena,

Obrigada por seu agradecimento quanto a traducao do texto "Lideranca Conversacional", e na verdade sou eu quem agradece a oportunidade de poder trabalhar junto neste texto e ficar mais proxima do The World Cafe, tao especial. 

Beijos,

Tere

Comment by maria helena m. sarmento afonso on July 19, 2011 at 8:46pm

 

I also would like to thank Amy Lenzo for her help in inserting the article in this Community.

Amy, a big Brazilian Hug for all of us.

 

Maria Helena

Comment by maria helena m. sarmento afonso on July 19, 2011 at 8:42pm

Boa noite amigos,

 

Gostaria de comunicar que foi colocado na nossa comunidade do nosso Café  um artigo em português sobre Liderança Conversacional, escrito por Thomas J. Hurley e Juanita Brown. Para achá-lo cliquem abaixo da árvore do nosso Café do Brasil no arquivo em pdf.

 

Aproveito para agradecer a ajuda na tradução de Tere Kienast e na parte de diagramação a Nuno Afonso da Iori Comunicação.

 

Aguardem que em breve teremos outro artigo escrito por Juanita Brown e Ashley Cooper cujo título é: Wiser Together.

 

Um grande abraço a todos e, por favor, comentem o artigo que está disponível para que possamos cada vez mais unir os participantes do World Café em conversações produtivas e inovadoras.

 

Um abraço e boa leitura!

 

Maria Helena 

Comment by maria helena m. sarmento afonso on July 19, 2011 at 8:58am

Hola Pat,

 

Estou colocando também em Espanhol. Tenho certeza de que conseguiremos sugestões interessantes dos Cafeístas do Brasil  e da América Latina também.

Beijos

 

MHelena

Comment by Patricia Molla on July 19, 2011 at 8:25am

Eu concordo com a suas palabras Maria Elena...

Quedo me pensando na pergunta..

Você, colocó este texto no grupo espanhol? 

Beijo para todos Patricia

Comment by maria helena m. sarmento afonso on July 18, 2011 at 6:14pm

Olá amigos,

Tenho conversado com amigos cafeístas da América Latina e temos debatido o tema e a pergunta: O que nós podemos fazer para unir nossos povos e culturas? Que ações deveríamos tomar para que haja uma integração maior entre o Brasil e a América Hispana?

Estamos em um momento que é importante nos unirmos e pensarmos como um continente único em termos de diversidade e multiculturalidade. Estive na Colômbia em abril e essa foi uma das questões que debati com Carlos Lemoine, Zulma Patarroyo e Fredy Trujillo. Seria interessante recebermos sugestões sobre o tema e começarmos com o primeiro elegante passo (de acordo com nossa querida Juanita). Adoraria receber suas opiniões e sugestões.

Um grande abraço,

 

Maria Helena

Comment by Terezinha A. Kienast on July 6, 2011 at 5:36am

Eduardo,

Obrigada por suas palavras.  Realmente o World Cafe eh uma gratificante forma de aprender e contribuir ainda mais, como voce bem disse uma "nova"/ "antiga" forma de conversar sobre assuntos que realmente importam, e de pertencer de maneira mais amorosa a um mundo sempre em evolucao. 

Muito Obrigada

Tere

Comment by maria helena m. sarmento afonso on July 5, 2011 at 8:54pm

Amigos do Café do Brasil,

 

Gostaria de compartilhar com vocês minhas últimas experiências com o World Café em cursos de Pós Graduação. Tenho aplicado essa metodologia quando pretendo ensinar algo novo e sei que os alunos ainda não viram. Lanço uma pergunta sobre o tema e deixo que eles discutam, troquem de grupos, polinizem a informação nascida e no final eles me passam suas conclusões. Colocamos tudo no quadro e então eu explico a teoria nova. Para surpresa deles, praticamente todos os detalhes e conceitos já foram abordados nesse nosso pequeno World Café. É muito gratificante ver a alegria deles ao constatarem que já tinham o conhecimento e não tinham ideia disso.

Tenho aproveitado mais meu tempo com eles e aproveito também para apresentar nossa metodologia.

 

Abraços,

Maria Helena

 

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