Hosting Conversations about Questions that Matter
RESUMO: O processo de democratização na América Latina favorece a visibilidade conquistada pelos jovens a
partir da década de 1980. A discussão sobre a questão dos jovens e a institucionalização de políticas
públicas de juventude só avançou a partir dos anos 1990 no Brasil, apesar dos esforços anteriores da
Organização Ibero-Americana da Juventude (OIJ), de colocar o tema nas agendas governamentais.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) colaborou com o debate, porém a juventude não
surge, nesse contexto, como protagonista com identidade própria, uma vez que parece reforçar a
imagem do jovem como um problema, especialmente em questões relacionadas à violência, ao
crime, à exploração sexual, ao uso abusivo de drogas, à saúde e ao desemprego. A partir dessa
concepção limitada, os programas governamentais procuraram apenas, e nem sempre com sucesso,
minimizar a potencial ameaça que os jovens parecem representar para a sociedade. Por conseguinte,
a construção de políticas públicas de juventude esbarra na falta de uma agenda que inclua as
temáticas e os problemas juvenis, e que também contemple os jovens como participantes desse
processo.
Tags:
© 2019 Created by Amy Lenzo.
Powered by